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Palavra do Professor
Maria José de Carvalho - Professora
As atividades de vida diária visam oferecer aos nossos assistidos subsídios naquilo que se refere ao que faz no seu dia-a-dia: banho, alimentação, vestuário...
A meta é a integração do deficiente visual total e/ou de baixa visão, a sociabilização e a realização das tarefas mínimas exigidas na AVD – higiene pessoal, conservação do lar, adequação social, comunicação, preparo de refeições simples, cuidado e seleção de roupas. O desenvolvimento das habilidades constitui um dos aspectos mais importantes no programa de educação e/ou reabilitação, pois pouco adiantará ao portador de necessidades especiais adquirir inúmeros conhecimentos teóricos ou habilidades, se não souber desempenhar-se adequadamente nas atividades rotineiras exigidas para sua participação em qualquer grupo. Quando o assistido recebe orientação e treinamento adequado, desenvolve seu potencial, adquire maior segurança e adapta-se melhor à realidade. Essas vivências são contextualizadas favorecendo a formação da “imagem mental” do deficiente visual. Quanto mais próximo da realidade for a imagem mental do deficiente visual, mais facilidade ele terá para realizar com independência e autonomia sua atividades.
A independência alcançada graças ao programa de AVD vai muito além das necessidades pessoais básicas como higiene, alimentação, hábitos à mesa e etiqueta, cuidados com a casa e atividades sociais. Ela significa desenvolvimento e valorização das próprias capacidades, aquisição da naturalidade, eficiência e desenvoltura no universo social.
E tudo isso favorece a conscientização da sociedade em relação às potencialidades do portador de deficiência visual. Porque é assim que ele deve ser visto: como um cidadão capaz.
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