Editorial
O processo de conscientização
ambiental ao longo da história
vem acontecendo de forma lenta e diferenciada
nos diversos segmentos
da nossa sociedade.
A expressão desenvolvimento sustentável
surge pela primeira vez em
1980 em documento produzido pelo
World Wide Found for Nature, sendo
incorporada ao vocabulário corrente
pela Comissão Mundial para Meio
Ambiente e Desenvolvimento (Brundtland),
em seu relatório Nosso Futuro
Comum, publicado em 1987.
Os conceitos e recomendações da
Comissão Brundtland foram aceitos
pelas entidades da ONU, diversas organizações
nacionais e internacionais,
governamentais e não governamentais,
como, por exemplo, o WWF, e
incorporados na Agenda 21, aprovada
durante a realização da Conferência
das Nações Unidas sobre o Meio
Ambiente e Desenvolvimento no Rio
de Janeiro em 1992.
Deste modo a expressão desenvolvimento
sustentável passou a ser utilizada
como o processo que melhora
as condições da vida das comunidades
humanas e, ao mesmo tempo,
respeita os limites da capacidade de
carga dos ecossistemas. Assim, as
necessidades humanas devem ser
supridas sem prejuízo para as futuras
gerações, viabilizando a manutenção
e conservação dos recursos naturais.
Para que isto ocorra é necessário
o desenvolvimento de pensamentos
e atitudes educativas com
este objetivo. Conceitos, valores, princípios
e atitudes fundamentam uma
educação direcionada à sustentabilidade,
não basta apenas utilizar a natureza
como pano de fundo para o trabalho
pedagógico.
Considerando todos os aspectos já citados,
fundamentando-se no conceito de ciclos elaborado por Capra,
que
diz “todos os organismos vivos, para
permanecer vivos, têm de se alimentar
de fluxos contínuos de matérias e
energia tiradas do ambiente em que
vivem, e todos os organismos vivos
produzem resíduos continuamente.
Entretanto, num ecossistema, considerado
em seu todo, não gera resíduo
nenhum, pois os resíduos de uma
espécie são os alimentos de outra.
Assim, a matéria circula continuamente
dentro da teia da vida”. Buscando
não só compreender tudo isso, como
também vivenciar, a Associação de
Assistência aos Deficientes Visuais
de Poços de Caldas (AADV) vem introduzindo
e desenvolvendo o projeto
Escola Sustentável, que se compõe
de cinco unidades fundamentais:
horta orgânica, jardim sensorial (medicinais
e aromáticas), culinária alternativa,
composteira e avicultura poedeira,
procurando assim, aliar teoria à prática,
demonstrando que atitudes podem gerar uma progressiva sustentabilidade
individual ou coletiva.
Abaixo os links das reportagens:
Prontidão:
mínimo de dificuldades com máximo de possibilidades, por
Neide Donizete Figueiredo Maria
Humor,
ilusões e esquisitices na Dica de Leitura, por
Deborah Lais Campos do Prado (13 anos)
“O
amor é essencial para que
haja paz”, diz padre Clóvis, por
Camila Mara Gonçalves (16 anos), Helen Costa de Lima (13
anos), Leandra da Silva (13 anos)