Atualmente, o termo acessibilidade
foi introduzido e passou a pertencer ao contexto social vigente,
tornando-se sinônimo de inclusão. Entretanto, é público
e notório a inadequação entre o pensamento
e a realidade vigente.
De acordo com Francisco Godinho, a acessibilidade consiste
na facilidade de acesso e de uso de ambientes, produtos e serviços
por qualquer pessoa e em diferentes contextos. Envolve o design
inclusivo, oferta de um leque variado de produtos e serviços
que cubram as necessidades de diferentes populações
(incluindo produtos e serviços de apoio), adaptação,
meios alternativos de informação, comunicação,
mobilidade e manipulação.
Cumpre, portanto, questionar quais adequações
estão sendo feitas em nosso município visando à acessibilidade
de seus habitantes aos diferentes locais.
Basta uma simples tentativa de caminhar pela principal avenida
do município para constatarmos a dificuldade de locomoção
pela calçada, seja pelos buracos ou pelas irregularidades
no piso ou pelas fezes dos cães distribuídas
ao longo do caminho.
Durante os finais de semana, principalmente, cadeiras e mesas
da maioria dos bares invadem as calçadas, inviabilizando
o trânsito de pedestres, sendo eles deficientes ou não.
Considerando-se ainda cartazes, painéis, lixeiras ou
objetos dependurados nos tetos ou laterais das lojas, prejudicando
toda e qualquer referência para o deficiente visual.
Saborear um prato diferente em restaurantes ou lanchonetes
da cidade, com um cardápio adaptado, ou mesmo utilizar
o toalete, nem sempre higienizado, caracterizam outros obstáculos
da acessibilidade tão badalada.
Se está difícil para as pessoas sem problemas
físicos, como é para os deficientes?