Editorial
Discriminação e Preconceito
É comum confundirmos
preconceito e discriminação,
porém, mais comum ainda é ouvirmos negativas
veementes de não sermos preconceituosos
ou discriminatórios. Será mesmo?
Segundo o dicionário Aurélio, a definição
de preconceito é
a formação de um conceito antecipado,
opinião formada sem reflexão, ideia preconcebida.
Já de acordo com o Documento Brasil, Gênero
e Raça, lançado pelo Ministério do Trabalho,
preconceito é
uma indisposição, um julgamento prévio
negativo que se faz de pessoas estigmatizadas
por estereótipos, ou seja, por atributos dirigidos a
pessoas e grupos, formando um julgamento a priori,
um carimbo. Uma vez ‘carimbados’ os membros
de determinado grupo como possuidores deste
ou daquele ‘atributo’, as pessoas deixaram de
avaliá-los pelas suas reais qualidades e passam a
julgá-los pelo carimbo.
Já discriminação é ato ou efeito
de discriminar,
tratamento preconceituoso dado a certas categorias
sociais, raciais, etc. Também pode ser definido
como o nome que se dá para a conduta (ação
ou
omissão) que viola direitos das pessoas com base
em critérios injustificados e injustos, tais como a
raça, o sexo, a idade, a opção religiosa
e outros.
É
possível afirmarmos então que a discriminação é
a materialização do preconceito.
A discriminação
pode ser provocada por indivíduos
e por instituições, enquanto que o preconceito
só pelo indivíduo.
Entretanto, aprendemos socialmente que é errado
sermos preconceituosos e/ou discriminarmos,
então, mascaramos isso adotando uma atitude
que aparenta ser politicamente correta. Variamos
nossa maneira de expressar nosso preconceito
e discriminação. Quantas vezes não observamos
um cronista, colunista, apresentador de
rádio ou televisão expressando-se de forma velada,
porém discriminatória, em relação às
características
físicas ou mentais de alguém? Quantas
vezes nossos colegas de trabalho ou familiares
não fazem brincadeiras neste sentido? Quantas
vezes constatamos as preferências manifestadas
por um em detrimento de outro, em nosso
próprio ambiente de trabalho? Quantas vezes excluímos
alguém de nosso círculo de convivência,
discriminando-o por características que lhe são
peculiares?
Muitas vezes nosso pensamento a respeito do
biótipo e do perfil, o julgamento pelas aparências
se sobrepõe aos valores éticos e morais.
É tempo de ficarmos mais atentos aos nossos
discursos politicamente corretos, mas incoerentes
com nossas atitudes cotidianas.
Abaixo os links das reportagens:
Destaque:
AADV-PC recebe , materiais esportivos do Ministério do
Esporte
Ex-aluno
da AADV conta sobre o sucesso profissional, entrevistado:
Guilherme Quaresma Thielmann
Alunos
desenvolvem a sensibilidade através do projeto de avicultura, por
Edna Chiacchio Cardillo Vergara
Oficina
de Artesanato: Criatividade e superação, por
Lúcia Begalli Ruellas
Sem
agrotóxico?, por Edna Chiacchio
Cardillo Vergara
Grupo
de Dança InterAção promove parceria
com Dema Mello, por
Thaís Moraes Viti